Ao longo do tempo. Como eram os instrumentos odontológicos?

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Instrumentos odontológicos

Instrumentos odontológicos

Em um dos últimos artigos de nosso blog dedicamos a falar de como as novas tecnologias estão afetando a instrumentação odontológica. Nele vimos que os especialistas que se dedicam às novidades do mercado focam no manuseio dos profissionais da Odontologia, que deve ser facilitado, mas também no bem-estar dos pacientes, principalmente daqueles que fogem dos dentistas.

Se ainda hoje, há quem fique longe dos consultórios dos dentistas, pelo barulho das brocas ou pela seringa carpule, é porque não conheceu os instrumentos odontológicos utilizados há alguns anos, que pareciam mais instrumentos de tortura do que voltados para a saúde.

Para se ter uma ideia, quando estudamos a história da profissão do dentista, descobrimos que quem iniciou os procedimentos na cavidade bucal eram os barbeiros, pois eram eles os responsáveis pelas cabeças das pessoas.

E como que os barbeiros resolviam os problemas de saúde bucal? Cortando o mal pela raiz, é claro. Os dentes eram simplesmente arrancados, já que não existiam formas de saber a causa do incômodo. Confesso que esses dados históricos não muito agradáveis, mas devemos passar por eles para entender como melhoramos desde então.

Extrações dentárias improvisadas

Até aqui estamos falando de instrumentos odontológicos improvisados. O barbeiro arrancava os dentes com o que tinha mesmo. E, é claro, sem anestesia.

Aliás, algumas cadeiras de dentista contavam com uma espécie de ‘cinto de segurança’, tanto para a região abdominal quanto para os braços -, para permitir extrações mais ‘tranquilas’. Higienização dos materiais? Nem pensar…

Já imaginou a alegria das pessoas quando foram inventadas as primeiras soluções anestésicas injetáveis? Isso foi em 1910. Com essa evolução vieram outras. E para a Odontologia, foram as grandes guerras que contribuíram para o seu desenvolvimento, pois com elas vieram os avanços tecnológicos, necessários para a produção de armas mais poderosas.

A evolução dos instrumentos odontológicos

Mesmo com a atividade sendo exercida por dentistas mesmo, os instrumentos odontológicos continuaram, por muito tempo, assustadores. Abridor de boca, serra para separar os dentes, fórceps – ou pelicanos – com broca, brocas manuais ou movidas a corda, alavancas, entre outros, nada atrativos.

Materiais inusitados

Além dos instrumentos odontológicos, aqueles que faziam o ofício de dentistas utilizavam uma diversidade de materiais para compensar a falta de dentes provocada por tantas extrações.  Marfim e osso de canela de boi já foram utilizados. E como? Eles eram simplesmente colocados no espaço em aberto, ou então amarrados aos dentes que sobravam.

Os primeiros materiais utilizados em restaurações também não eram nada adequados. Chumbo para preencher buracos nos dentes. Não podia ter um bom resultado, não é?

Há relatos, inclusive, que Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier, mártir da Inconfidência Mineira, fazia uso de tais ‘técnicas’ odontológicas. Barbeiro, Tiradentes aprendeu o ofício em família, mas começou a atuar com a concordância de uma banca, que tinha um cirurgião-mor para validar suas competências.

Isso mostra que a prática começou a evoluir no Brasil Colônia. Aprovados pela banca, os profissionais contavam com uma carta e licença de atuar expedidas pela Corte. Mas o primeiro Curso de Odontologia do Brasil chegou somente em 1884 nas Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia.

Neste artigo pincelamos um pouco da história da Odontologia no Brasil. Mas só com esses dados podemos perceber como o tempo foi generoso ao trazer técnicas mais avançadas e instrumentos odontológicos mais modernos para o tratamento dos dentes. Acesse o nosso blog e confira o que está sendo utilizado hoje nos consultórios.

 

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